sábado, 13 de janeiro de 2018

DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO


A Turquia acolhe 4,2 milhões de migrantes e refugiados, dos quais 3,3 milhões são sírios. Desde Julho de 2015 até 15 de Novembro de 2017, perto de 26 mil pessoas foram reinstaladas em países europeus a partir da Turquia, ao abrigo de dois programas da União Europeia (UE). Para Portugal vieram menos de 50 sírios nestas circunstâncias (a partir da Grécia e de Itália, foram recolocadas em Portugal cerca de 1500 pessoas).

O ACNUR estima que pelo menos 300 mil pessoas, cerca de 10% dos refugiados que estão atualmente na Turquia, sejam elegíveis para reinstalação noutro país. Mas a capacidade de resposta é bem menor do que as necessidades. Menos de 1% dos refugiados que estão na Turquia vêem os processos submetidos para reinstalação.

Há refugiados que estão na Turquia há dois, três, cinco anos. A esmagadora maioria tenta sustentar-se como pode. A legislação turca atual prevê que os refugiados possam trabalhar, mas as licenças são difíceis de obter e uma larga fatia continua à mercê do mercado de trabalho paralelo – que paga quando quer, o que quer, se quiser.

Há uma pirâmide de dificuldades para os refugiados que estão atualmente na Turquia: a língua, o acesso efetivo à educação, à saúde e ao mercado de trabalho, a necessidade de recurso ao trabalho infantil, a falta de informação sobre direitos e deveres.

São dessas dificuldades que falam as vidas de Rateb e Daniah, Alaa, Ghossoun, Rania, Moussa, da família Jabo ou da família Mohammed  LER AQUI


Mensagem do Papa Francisco para este Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que se assiná-la a 14 de Janeiro:   Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Acolher os migrantes e os refugiados: Caminho para construir a paz



"Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.

Estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto. (...)

Em muitos países de destino, generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos. (...)

Todos os elementos à disposição da comunidade internacional indicam que as migrações globais continuarão a marcar o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário, convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para construir um futuro de paz.(...)

Oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam à procura, exige uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar."

(Da mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz)